A auto-determinação.

Não podemos nos encontrar nos outros.

Não podemos viver para os outros,

não podemos ser o que os outros querem que sejamos,

porque o que desejam não é o que somos.

Esta é uma verdade tão simples, no entanto,

é talvez a maior causa do sofrimento e luta psicológica humana.

Muitas vezes é mais simples para nós

tornarmos-nos o que os outros desejam, mas,

ao faze-lo, renunciamos aos nossos sonhos,

abandonamos nossas esperanças,

passamos por cima de nossas necessidades.

Isto faz com que nos sintamos fracos,

impotentes, sem um ego verdadeiro.

Possuímos tudo que é necessário para nos

tornarmos o que somos. Inicialmente devemos

nos aceitar como somos com todo nosso potencial.

Devemos seguir nossos impulsos em direção à

auto-realização de uma forma pacífica, paciente e disciplinada.

Munidos da ousadia para voltarmos para dentro

e nos livrarmos da tirania das vontades dos que

nos cercam, devemos determinar nosso caminho.

O amor não pode ser justificativa para dominação.

Há uma expressão verdadeira que diz:

“Use as coisas, ame as pessoas”.

É assustador como muitas pessoas fazem justamente

o contrário em nome do amor:

pais que usam os filhos, maridos que usam as esposas,

educadores que usam os alunos,

radicais que usam a sociedade.

Usam as vidas dos outros para afirmar

a própria natureza e valor.

A dominação em um relacionamento,

não importa a que título, jamais será amor.

“O maior bem que podemos fazer para a humanidade

é nossa própria auto-realização”.

(Autor Desconhecido)